Os Principais Erros do Investidor na Bolsa

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seis principais erros de investimento

É muito comum, investidores iniciantes cometerem erros na bolsa de valores fazendo com que percam a vontade de investir. Isso é totalmente errado, pois na bolsa temos que aprender sempre com nossos erros, só assim iremos ganhar experiência. No mercado precisamos estar preparados para ter prejuízos também, a diferença é saber minimizá-los e aumentar a possibilidade de lucros.

Os erros Cometidos Pelos Investidores Iniciantes na Bolsa de Valores

Todo começo é difícil, todos estamos sujeitos a erros pois somos humanos, o importante é aprender com os erros e superar nossas dificuldades para evoluirmos, esse pensamento também vale na bolsa de valores.

 Empolgação e Overconfidence

  • Empolgação com os lucros que pode obter fazendo daytrade em opções: Se você acabou de conhecer a oscilação do mercado de opções, na certa ficou pasmo com a quantidade de lucro que pode obter fazendo daytrade nas opções. Mas lembre-se, na bolsa de valores, o risco sempre será proporcional ao ganho. Se você pode ganhar 100%, também poderá perder a mesma quantidade.
  • Empolgação e sensação de dinheiro fácil: Essa sensação de ter dinheiro fácil na bolsa, é pura ilusão, de fato podemos ter um bom lucro no mercado de ações mas para isso, é necessário sabermos investir a favor da tendência, analisar os gráficos e tudo mais, para assim obtermos mais acertos do que erros.
  • Overconfidence: assim como casos de aversão mais extrema ao risco, são as situações em que o contexto acaba deturpando a percepção individual. Geralmente, cada investidor responde de diferentes maneiras quando exposto à possibilidade de lucro ou à ameaça de perda. Grosso modo, a tendência é dos movimentos de alta tornarem o indivíduo confiante demais, enquanto os momentos de baixa geralmente acarretam em cautela exacerbada.

 Efeito Manada

“As pessoas sentem segurança em números”. Recorrendo ao tópico anterior, os momentos de maior confiança do mercado acabam fomentando a euforia. Os investidores prestam muita atenção em um “investimento da moda”, aquele que está em evidência no momento. Este tipo de investimento inevitavelmente costuma obter sucesso à primeira vista, porque faz parte do caráter do ser humano se sentir mais confortável seguindo as decisões de um grupo, o que aumenta a procura pelo ativo em evidência.

Fora da realidade dos mercados, um bom exemplo são os protestos ou mesmo as torcidas de futebol. Sem companhia, é difícil encontrar um indivíduo disposto a sair pintado pela rua, ou com um megafone defendendo algum ideal. Como também é difícil encontrar alguém, sozinho, vestido completamente com trajes de seu time cantando alto pela rua ou na frente de um estádio. No entanto, quando aglomerados, os indivíduos costumam perder a vergonha em fazer este tipo de coisa; se sentem confortáveis a seguir o que um grupo de pessoas está fazendo.

Traços comportamentais como este são evidentes no movimento dos mercados, em que é mais difícil para um investidor ir contra a corrente. O fluxo elevado em alguma direção também é argumento para segui-la. No entanto, quando potencializados, estes movimentos costumam acarretar exageros, desvios de precificação que podem culminar na formação de bolhas.

Timing de Mercado

  • Comprar na alta, e vender na baixa: Parece até óbvio que isso seja errado, mas a maioria dos investidores em sua fase inicial erra muito nisso. Quando veem que uma ação está subindo muito, acabam comprando, só que no dia seguinte quando vem o movimento de realização, a pessoa acaba vendendo no desespero e decide vender quando a ação praticamente foi pra mínima, eu mesmo errava assim de início.

A busca pelo timing exato de mercado acaba deturpando em 2 pontos percentuais, no mínimo, a média deste retorno. Isto porque as entradas costumam ser observadas com maior frequência próximas dos topos, enquanto as saídas de capital se revelam em maior ocorrência em períodos próximos dos fundos.

Ter o timing exato do mercado costuma fazer grande diferença nos investimentos. No entanto, a tentativa de adivinhar máximas e fundos costuma carregar um viés. Ou seja, características como as citadas nos dois tópicos anteriores acabam penalizando o investidor que tenta projetar o momento certo de entrada e saída em uma ação ou na bolsa como um todo.

Como Ganhar Dinheiro quando outros Perdem

Acreditar que tem mais controle do que realmente tem

O caso de overconfidence evidencia o excesso de otimismo que as tendências de alta acabam alimentando. Há também os casos de excesso de confiança no julgamento, em que o investidor acredita que não há ninguém melhor do que ele mesmo para administrar determinada situação.

“Isto pode levar o investidor a supervalorizar (ou se apegar a) uma ação de seu portfólio. Também pode levá-lo a imaginar uma tendência que não existe ou que pode identificar um padrão em um gráfico e prever o movimento futuro.”

Qualquer padrão de comportamento é questionado pelos autores, que utilizam o tradicional rali de final de ano das ações como argumento. Historicamente, as bolsas apresentam maior fôlego nas viradas de ano, seja pela busca dos gestores para melhorar a rentabilidade de seus portfólios, por um sentimento de maior otimismo, ou por ser um período que costuma movimentar mais dinheiro na economia (no caso brasileiro, pelo pagamento do décimo terceiro salário, por exemplo).

Custos muito Altos 

Como a mídia passa o ano inteiro fazendo levantamentos e premiações para “o” gestor, ou aquele que obteve os melhores rendimentos em determinado período, a tendência é de ele cobrar mais para administrar seu portfólio após resultados acima da média.

Sendo assim, se hipoteticamente ele obteve um retorno 3 pontos porcentuais acima da média de seus concorrentes e passa a cobrar taxa de administração de 5% ao ano, enquanto os outros cobram por volta de 2,5%, sempre há que se ponderar esta diferença. E ainda, performance passada não é garantia de desempenho futuro.

Seguir conselhos e recomendações de compra de terceiros e corretores

Não é muito certo seguirmos qualquer conselho ou recomendação de compra de terceiros, é necessário que façamos o investimento por conta própria, fazendo a devida análise na empresa. Existem muitos conselhos por aí na Internet, que podem te levar a prejuízos, o investimento deve partir sempre de sua análise.

Sobre os corretores – “O verdadeiro trabalho de um corretor de ações não é ganhar dinheiro para você, mas ganhar dinheiro com você”.

O Investidor (Ir)Racional

Olhar para o mercado financeiro, como um investidor, exige um método racional testado estatisticamente em uma série histórica. Encontrar o método e a série histórica é relativamente fácil. O difícil, para nós “homo sapiens”, é conseguir tomar decisões de forma racional.

Se você possui alguma experiência, por menor que seja, operando no mercado, com certeza sabe do que eu estou falando. Os nossos medos e anseios influenciam a tomada de decisão e nos cegam diante daquilo que deveria ser uma regra objetiva e racional.

Escolher a melhor alternativa de investimento sob uma ótica racional significa necessariamente possuir uma expectativa positiva favorável. Vamos ver um exemplo:

Você é um investidor e deve escolher dentre as alternativas de investimento abaixo:

  • Investir 100% do capital em um trade conservador que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$10 mil. A série histórica analisada indicou que isso ocorre em 100% das vezes;
  • Investir 100% do capital em um trade moderado que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$ 100 mil em 41% das vezes e nos outros 59% não lhe renderá nada;
  • Investir 100% do capital em um trade agressivo que lhe proporcionará uma rentabilidade de R$ 150 mil em 51% das vezes e nos outros 49% um prejuízo de R$ 75 mil;Olhando somente para o possível ganho em cada alternativa nos teríamos:
  • Primeiro caso: ganho máximo = R$ 10 mil;
  • Segundo caso: ganho máximo = R$ 100 mil;
  • Terceiro caso: ganho máximo = R$ 150 mil;

 

A experiência comprova que a maioria dos investidores despreparados escolheria a terceira alternativa, atraídos principalmente pela expectativa de obter um ganho financeiro maior.

Usando a fórmula simples da expectativa positiva, fica evidente que a alternativa mais racional seria a escolha da segunda. Vejamos:

Trade conservador —> (1 x 10.000) = R$10.000

Trade moderado —> (0,41×100.000) – (0,59 X 0) = R$41.000

Trade agressivo —> (0,51×150.000) – (0,49 X 75.000) = R$39.750

Mesmo com uma probabilidade de êxito inferior e com uma expectativa de ganho total menor, a segunda opção de investimento se mostrou mais atraente no longo prazo.

O exemplo acima é muito simplista, mas sem dúvida permite elucidar como age muitas vezes o nosso cérebro. Focamos apenas naquilo que mais nos agrada e esquecemos de analisar o todo.

Uma estrutura mental interna disciplinada e objetiva é fundamental para o investidor. Ele precisa controlar o medo e a euforia que reinam no mercado e aceitar o risco do negócio de forma serena, a fim de não prejudicar as regras pré-definidas em sua estratégia operacional.

Conclusão:

Para resumir, o comportamento humano está muito relacionado com o efeito manada. É muito difícil fazer algo diferente do que seus amigos ou família fazem e/ou te indicam.

Sem citar as recomendações de diversas corretoras e bancos. Estas que publicam semanalmente um recomendação diferente da anterior. O investidor sem um controle de seus atos e sem uma estratégia simples porém bem definida, dificilmente saberá qual papel comprar e quando(timing).

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