Os Senhores do Mercado Diante da Crise

os senhores do mercado 1
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O mercado vive uma irracionalidade nunca antes vista. Mesmo diante deste cenário desolador e de iminente crise, muitos analistas procuram encontrar algum sinal que represente um indício de desfecho. Não importa se usando gráficos e tendências, preços oscilantes de ativos e commodities, discursos econômicos e atas de bancos centrais, múltiplos e balanços. O que se vê é a busca incessante por tentar racionalizar os movimentos recentes dos ativos.

Hoje em dia, parece que os ativos não possuem mais um valor intrínseco. Parece que a expectativa de valor futuro não existe. O cenário é marcado pela sensibilidade excessiva, beirando a paranoia. Investidores têm de pensar muito velozmente num ambiente de alta volatilidade e risco. Aliás diria que “pensar” não é a palavra correta. Não a tempo para isso. Acho que o mais adequado seria dizer que o indivíduo opera através de uma “reação condicionada”.

Agindo assim, o investidor pessoa física assume riscos muito acima do que pode suportar. E é diante destes exageros que os “senhores do mercado” atuam. Não existe um “urso” sem um “touro”. Um comprador sem um vendedor.

Não esqueça, o mercado financeiro é um “jogo” de soma zero.

Paulo Sternick, psicanalista, escreveu certa vez:

“Imaginemos uma pessoa civilizada e dotada de mente racional que vai a uma sala fechada – um cinema, por exemplo – onde estão, em sua maioria, seres primitivos que interpretam um trovão como sinal de extremo perigo e indicador para evacuação imediata, mesmo ao preço de se esmagarem uns aos outros ou perder objetos. Caso, neste dia, ameace chover, nosso “ser racional” certamente ficará bem perto da porta de saída, para não se ferir e, depois, ainda colherá os ingressos e pertences que sobrarem pelo chão. Eu não hesitaria em acreditar que ele algum dia faria sons artificiais de trovões somente para provocar o pânico.”

O investidor pessoa física deve estar atento para perceber estes fenômenos e evitar prejuízos causados, tanto pelo pânico ou euforia da massa, quanto pela sinistra e ardilosa manipulação dos indicadores (balanços e gráficos) pelos “senhores do mercado“. Antes de sair correndo com o som do primeiro trovão, procure analisar se de fato a tempestade se aproxima.

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