O Empreendedorismo Feminino Veio Para Ficar

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Mulheres Empreendedoras

Com perfil colaborativo, as mulheres empreendedoras conquistaram o seu espaço e o Brasil é grande exemplo disso.

As Mulheres Empreendedoras

É grande o crescimento da participação da mulher nos negócios brasileiros. No Brasil, o número de mulheres que querem ter o seu próprio negócio é cada vez maior. Com um número aproximado de seis milhões de micro e pequenas empresas no país, de 30% a 35% delas são lideradas por mulheres.

Dados trazidos pelo Sebrae-SP mostram que entre os novos negócios surgidos, a participação das mulheres chega a 49,6%. Negócios esse que, quando liderados por uma mulher, possuem uma taxa maior de sobrevivência nos primeiros anos.

Já o Instituto Data Popular mostra que mais de dez milhões de mulheres entraram no mercado de trabalho nos últimos 20 anos, sendo responsáveis por movimentar, na economia do Brasil, o equivalente a R$1,2 trilhão.

O empreendedorismo feminino cresce no Brasil, na última década, 21%, enquanto que o número de homens empreendedores cresceu apenas 9%. Em cada dez empresas em atividade, três são comandadas por mulheres.

Esse grande fenômeno está fortemente ligado às mulheres que se tornam mães e enxergam a necessidade de abrir um novo negócio juntamente com essa etapa da vida. Um motivo importante para essa escolha é o fato de que, quando se tornam mães, as mulheres desejam ter horários mais flexíveis e se dedicar mais à família.

O “Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas”, elaborado pelo Sebrae-SP em parceria com o Dieese, mostra que a maioria das mulheres que possuem um negócio próprio está nos setores de comércio e serviços, somando mais de 60%.

Serviços de beleza e estética são os que mais se proliferam dentre as mulheres empreendedoras. Moda, principalmente infantil, também não fica atrás desse potencial.

Ainda segundo o documento, 52,4% daquelas que são donas do próprio negócio possuem entre 40 e 64 anos, seguidas pelas mais jovens, com idade entre 18 e 39 anos, representando 41,3% do total. Em dez anos, a região Norte foi a que apresentou maior crescimento de mulheres empreendedoras, sendo seguida pela região Sudeste.

Já o Instituto Endeavor afirma que as mulheres possuem mais cautela ao escolher a área em que querem empreender. Elas costumam se arriscar em setores que já conhecem, através da formação acadêmica ou da experiência profissional.

Perfil da mulher empreendedora
O sucesso das mulheres empreendedoras

Inovadoras e em busca de capacitação

Em um estudo da ONU, juntamente com o Endeavor, evidencia-se que as empreendedoras brasileiras são mais inovadoras e buscam mais oportunidades de capacitação com relação ao resto dos outros seis países em questão (Brasil, Suíça, Suécia, Uganda, Jordão e EUA).

As brasileiras aparecem na frente quando o assunto é melhoria de produtos e processos e apresentam uma melhor visão geral do negócio. Logo em seguida aparecem as empreendedoras da Suíça, Suécia, Uganda, Jordão e EUA.

A pesquisa mostra também que empresas inovadoras e de alto crescimento, lideradas por mulheres, apresentam mais facilidade em atrair e reter talentos do que aquelas lideradas pelos homens.

As empreendedoras direcionam mais a inovação às áreas de Recursos Humanos, Marketing e Produção. Outro ponto observado é o de que os homens costumam focar na inovação direcionada a produtos, enquanto que as mulheres procuram inovar no processo como um todo, ou então na forma de se comunicar.

Explicação essa importante para entendermos certa dificuldade das mulheres em obterem financiamento, já que os resultados alcançados através de suas inovações não são tão visíveis. Dados da pesquisa apontam que 38% dos homens conseguiram algum tipo de financiamento governamental, enquanto que 19% das mulheres alcançaram o mesmo.

Em relação às demais empreendedoras pesquisadas nos seis países, as brasileiras são as que possuem menor rede de contatos. Algo negativo, já que fazer networking é de extrema importância para aqueles que estão começando um negócio.

O perfil feminino empreendedor

Muitos, inclusive estudiosos, se pautam em determinadas características femininas que ajudam a mostrar o papel fundamental que as mulheres desempenham à frente dos negócios.

Alguns traços no perfil da mulher privilegiam suas ações enquanto gestoras e líderes, assim como, em suas relações interpessoais. As mulheres apresentam clara habilidade de percepção, conseguem se colocar de maneira mais fácil no lugar das outras pessoas e, assim, entender o que esperam e o que sentem.

Outra característica percebida entre as mulheres empreendedoras é o fato de colocarem a cooperação acima da competição. Ao liderar uma equipe de funcionários, a mulher procura incentivar a comunicação aberta, dando importância à contribuição dos membros da equipe.

As mulheres apresentam, em grande parte, facilidade em compartilhar com os demais suas experiências pessoais e, assim, possuem habilidade em encorajar outras pessoas a fazer o mesmo.

Estudiosos afirmam também que as mulheres estão mais abertas a dar e receber feedbacks a respeito de comportamentos. Costumam requerer um posicionamento por parte de seus funcionários e colegas de trabalho para modificar suas ações e seus planos.

Pesquisas mostram também que as mulheres costumam se planejar mais à frente de um negócio. Elas procuram conhecer e entender mais as características do mercado em que atuam.

Com perfil de detalhistas, sensitivas e intuitivas, as mulheres podem contribuir mais para a gestão de um negócio. Elas também costumam dar mais importância à opinião dos clientes e investem mais em capacitação.

Incentivo a pequenas e médias empresas

No ano de 2018, o IFC (International Finance Corporation), braço do Banco Mundial para investimentos no setor privado, estabeleceu um empréstimo de US$470 milhões ao banco Itaú para ajudar no crescimento de pequenas e médias empresas pertencentes a mulheres.

A iniciativa tem um financiamento por parte do IFC de US$100 milhões e um empréstimo de US$370 milhões. Participam disso quatro instituições (Bank of America, Bank of Tokyo Mitsubishi, National Bank of Abu Dhabi e Development Bank of Japan).

Esse é o primeiro investimento feito na América Latina voltado a financiar pequenas e médias empresas de propriedade feminina. É também o maior incentivo financeiro do projeto, desde que foi criado em 2010. Até o momento, o IFC havia aplicado US$165 milhões, além dos empréstimos sindicalizados, em 20 parcerias com bancos na África, Europa Ocidental e Ásia.

Qual é seu perfil de empreendedora?

Confira essa dica com o canal Finanças Femininas.

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